Em 2025, assistimos a novos episódios de enchentes no Rio Grande do Sul, aproximadamente um ano após a maior tragédia climática da história do estado. Longe de se tratar de um caso isolado, o Brasil vem testemunhando um crescimento exponencial de desastres climáticos. Segundo dados do programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo, 83% dos municípios brasileiros sofreram com desastres provocados por chuvas entre 2020 e 2023 (contra apenas 27% na década de 1990).
Esses dados aterradores acendem um alerta sobre a urgência de se atualizar as práticas de gestão de riscos corporativos, inclusive aqueles relacionados à segurança da informação e à continuidade de negócios.
Chuvas prolongadas e enchentes podem levar à interrupção das atividades empresariais, já que tornam as dependências físicas do negócio inacessíveis, danificam ou destroem equipamentos e impossibilitam que funcionários exerçam suas atividades.
A norma ISO/IEC 27.001:2022, que estabelece os requisitos para o Sistema de Gestão de Segurança da Informação, recebeu uma emenda em 2023 que passou a exigir que as organizações considerem se as mudanças climáticas são relevantes para seus respectivos sistemas de gestão e para seus stakeholders.
A atuação preventiva (e proativa) é a medida mais importante para aumentar a probabilidade de sobrevivência do negócio frente a situações complexas e excepcionais, como mudanças climáticas ou mesmo pandemias.