O presidente do Banco Central afirmou que o Pix deve continuar sendo um serviço público sob gestão da autoridade monetária. A declaração foi feita durante a abertura do evento Blockchain Rio 2025.
Na ocasião, ele também afastou a ideia de que o Pix concorra diretamente com cartões de crédito e débito, destacando que os meios de pagamento coexistem e se complementam no ecossistema financeiro nacional.
Segundo o presidente do Banco Central, o Pix se consolidou como infraestrutura crítica para a inclusão financeira no Brasil: “O Pix produziu bancarização, inserindo pessoas no sistema.”
A fala reforça a posição da instituição diante de debates internacionais, sobretudo nos Estados Unidos, onde o modelo brasileiro tem sido analisado como uma possível ameaça à hegemonia de empresas privadas de pagamentos, como Visa e Mastercard.
Com o crescimento acelerado do Pix desde seu lançamento em 2020, o sistema já acumula mais de 858 milhões de chaves cadastradas. Ao defender a manutenção do sistema como infraestrutura pública nacional, o presidente reforçou o compromisso da autoridade monetária com a oferta de serviços seguros, gratuitos e acessíveis à população e aos pequenos negócios.