A partir de 1º de agosto, entrou em vigor a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com impacto direto sobre setores estratégicos como petróleo, ferro, aço e aeronaves. A medida poderá afetar bilhões de dólares em exportações e comprometer a competitividade de empresas nacionais no mercado externo.
Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,4 bilhões para os EUA, o que representa 12% de tudo que o país vendeu ao exterior.
Os setores mais atingidos segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic):
– Petróleo e derivados: US$ 7,5 bilhões exportados (18,3% do total vendido aos EUA)
– Ferro e aço: US$ 5,3 bilhões (13,2%)
– Aeronaves e equipamentos: US$ 2,7 bilhões (6,7%)
Esses três segmentos, juntos, respondem por cerca de 38% de tudo que o Brasil exporta para os EUA.
A decisão do governo norte-americano é aplicada de forma automática, sem distinção entre setores ou tipos de mercadorias. A taxação é justificada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
O cenário exige resposta diplomática imediata, articulação internacional e revisão estratégica das exportações brasileiras.